terça-feira, 9 de agosto de 2011


Bioasfalto: Estradas e ruas feitas sem a utilização de petróleo.


Para a maioria das pessoas que vivem em grandes cidades, o asfalto ainda representa uma coisa boa, é visto como sinônimo de progresso. Mesmo que o serviço seja mal feito, que dure pouco tempo sem a formação de buracos ou que impermeabelize todo um bairro, ocasionando alagamentos que antes eram inexistentes.

Porém, mesmo que adorado por tanta gente, o asfalto é um dos maiores inimigos da sustentabilidade, visto que é produzido a partir do petróleo, que esquenta demais e acaba formando ilhas de calor que impermeabilizam o solo e acabam contribuindo para as enchentes que inundam diversas cidades. De fato, o asfalto é a solução perfeita para a circulação dos nossos carros, agora nos resta decidir se queremos viver em um mundo moldado para os automóveis.

Pensando na redução deste impacto ambiental causado pela presença deste inimigo em nossas estradas e cidades, estão sendo desenvolvidas pesquisas que avaliam a possibilidade de substituição da base de petróleo (que é utilizada atualmente na produção do asfalto), por óleos derivados de árvores e plantas. Estes óleos vegetais podem ser produzidos de açucar, amido de batata, arroz ou milho, óleos vegetais, amendoins e canola, resinas de árvores, entre outros.

O Bio Asfalto, além de ser mais resistente a bruscas alterarações de temperatura, ter maior vida útil e durabilidade, ele necessita de temperaturas mais baixas para ser produzido. Pelo fato de não possuir o petróleo em sua matéria-prima, este asfalto pode ser colorido, esquentando menos sob a radiação solar e economizando em tintas e manutenção.

Além disso, o bioasfalto gera como resíduo um carvão vegetal, que pode servir como enriquecimento ao solo e é capaz de remover gases nocivos que estão presentes na atmosfera.

Bem que o Brasil, ao invés de jogar os refugos vegetais nas bacias hidrográficas ou nos aterros sanitários, poderia adotar este material inovador. Dessa forma sim, teríamos o verdadeiro progresso, aquele que conta com a responsabilidade e preocupação frente as agressões ambientais.





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