sexta-feira, 12 de agosto de 2011


Aquecimento Global gera seca e fome na África.

Em estudo realizado por um grupo de pesquisadores norte-americanos, da Universidade de Santa Bárbara, na Califórnia, foi possível detectar que o aquecimento global tem influência direta na seca que atinge a região africana conhecida como Chifre da África. Os especialistas dizem que isso acontece devido ao aumento das temperaturas do Oceano Índico, que reduz os níveis de precipitação no continente.

Um dos pesquisadores do Serviço Geológico dos EUA (USGS), Chris Funk, declarou no portal G1, que é complicado determinar um único fator como causador das secas. Mesmo assim, é comprovado que as mudanças climáticas afetam diretamente este cenário, que no ano de 2010 e também em 2011, apresentou uma das piores geadas já vistas pelo continente africano. Somente no período de março a junho de 2011, foram registradas cerca de 15% a 30% de mortes no rebanhos, o que acaba elevando os preços dos alimentos e aumentando a crise.

Essas catástrofes resultam em, em média, 17,5 milhões de pessoas em situação de risco, nos 5 países que formam o Chifre da África: Somália, Djibouti, Quênia, Uganda e Etiópia. Pesquisadores mencionam a mobilização mundial como forma de reverter este quadro, já que as temperaturas globais provavelmente continuem a subir.

Além disso, não podemos esquecer que as nações afetadas ainda sofrem com outros problemas, principalmente de origem política. Os países africanos suportaram durante anos guerras civis, guerra ao terror, pirataria, sem mencionar outras. Isso tudo fez com que as pessoas se tornassem vulneráveis por conta desta situação política, dessa forma, quando a seca atingiu o território, as pessoas que já não tinham nada, ficaram famintas.  

Da mesma forma como o governo foi importante para a recuperação dos EUA perante a catástrofe “furacão Katrina”, talvez seja necessária então, uma mobilização mundial para ajudar este povo que está passando por dificuldades, principalmente no que diz respeito ao fim da pirataria e à formação de um estado que seja capaz de dar fim ao terror.





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