terça-feira, 27 de março de 2012

Designer aproveita câmara de bicicletas para criar produtos duráveis.

O que começou como uma pequena operação para resgatar câmaras de bicicleta de aterros sanitários, resultou na criaças de uma empresa, a Green Guru, que transforma todos os tipos de material descartados em bolsas e acessórios.
A empresa localizada no Colorado, Estados Unidos, recolhe materiais que foram descartados e encontra maneiras de transformá-los em produtos duráveis. Eles fazem mochilas feitas a partir de câmaras de bicicleta, capas de laptop e transformam banners publicitários em produtos utilizáveis​​.
Davidson Lewis, fundador da companhia, cresceu trabalhando em lojas de bikes, e seu primeiro trabalho era consertar pneus furados. No final de cada dia ele tinha que tirar todas as câmaras do lixo. Quando reparou quanto dos resíduos provinha da indústria de bicicletas, ele tentou ‘salvar’ o máximo possível para poder consertar e reutilizar, ou usar para outras coisas como fixações e elásticos.
Sendo filho de artistas, que também eram “guardiães do meio ambiente”, Lewis decidiu tomar uma atitude criativa para resolver este problema. Após graduar-se em design de produto, ele desenvolveu uma linha de bolsas e acessórios com esses materiais descartados. Ao longo do tempo, outros materiais residuais foram adicionados à mistura upcycling. Agora a empresa recicla câmaras, roupas de mergulho, cordas de escalada, banners, barracas, roupas e muito mais.
Em entrevista ao site greenUPGrader ele falou sobre sua paixão pela vida e os esportes ao ar livre e afirmou que um ciclista ávido pode usar duas ou três câmaras por ano, e pelo fato do custo de obter uma nova ser semelhante ao de consertar uma velha, muitas pessoas optam por um novo e mais seguro. “Nós não queremos que o esporte ambientalmente correto, que nós gostamos, adicione todos esses resíduos para o nosso mundo por isso estamos desviando este desperdício e transformando-os em uma solução duradoura.”
Para conseguir os materiais necessários, a empresa tem parceria com lojas de bicicletas que criaram uma central de coleta, assim quando alguém chega para comprar uma nova câmara, deixam a velha lá. Eles também têm parcerias com empresas de grande porte e recebem pequenas doações pessoais.
Os produtos criados por eles são fabricados pela empresa americana Boulder também localizada no Colorado. Os objetos destacam a arte e o redirecionamento de materiais, criando um produto durável.
Para Lewis ser verde ou sustentável não é apenas reciclar mas também incluir o uso de produtos que vão durar, pois reduzem os resíduos. Seus produtos são construídos para serem duráveis e em muitos casos também são resistentes à água.
Através de anos de experimentação, a empresa cresceu o número de projetos em um catálogo de produtos orientado para o desempenho que excedem os padrões de qualidade, social e de sustentabilidade. A Green Guru acredita na mudança real, através da redução de resíduos em aterros e pela geração de empregos locais.
Em seu site, a empresa reforça o compromisso ambiental e social do trabalho. “Nosso negócio é construído sobre uma base de ações sustentáveis. Fazemos perguntas difíceis sobre os processos e criamos soluções reais que nos ajudam a reduzir o desperdício e aumentar a eficiência. Este processo beneficia a nossa organização, bem como nossos parceiros de negócios em muitos níveis diferentes. Com a quantidade de materiais que recuperamos, criamos empregos e aumentamos o número de produtos que fabricamos, somos capazes de perceber a mudança social, ambiental e econômica positiva, criando uma organização que tem a base necessária para florescer em nosso futuro”.


quinta-feira, 22 de março de 2012


22 DE MARÇO - DIA MUNDIAL DA ÁGUA

Apesar de morarmos em um planeta que é conhecido como o “Planeta Água”, por possuir 70% de seu território ocupado por água, somente 3% desse total é doce e só 0,01% está disponível para o uso.
Este bem precioso está em tudo relacionado à nossa sobrevivência. Nosso próprio corpo possui em média 47 litros de água em sua composição e um ser humano sobrevive somente três dias sem água.
Devido a toda essa importância para a sobrevivência, pesquisadores e organizações mundiais acreditam que as próximas guerras sejam ocasionadas por disputas por água, e não mais por armas ou petróleo. Atualmente, cerca de 250 milhões de pessoas no mundo enfrentam problemas com a escassez. Na China, por exemplo, mais de 80 milhões de pessoas precisam caminhar mais de um quilômetro por dia para terem acesso à água potável.
Além da escassez, a poluição é outro problema que assola o planeta. Anualmente morrem cinco milhões de crianças infectadas por doenças provenientes do consumo de água sem tratamento. A maioria dos casos ocorre em países pobres, que não possuem estrutura adequada de saneamento básico.
O Brasil é privilegiado, no que diz respeito à água doce. Abrigamos a maior bacia fluvial do mundo. Mas, mesmo assim, não temos uma distribuição uniforme e algumas regiões convivem com a falta de água.
A região norte, onde estão as principais bacias hidrográficas e aqüíferos do Brasil, é a menos povoada, ao contrário dos grandes centros urbanos, que sofrem pela distância dos rios e pelo excesso populacional. A contaminação afeta também as águas brasileiras, principalmente nas grandes cidades, que despejam a maior parte de seus resíduos nos rios sem tratamento.
Já sabemos que se não cuidarmos podemos ficar sem água, portanto, a melhor medida é preservá-la. Evitar o desperdício é algo que podemos fazer em nossas próprias casas, com pequenas atitudes conscientes, como: varrer a calçada, economizar do tempo gasto no banho, manter em dia a manutenção dos equipamentos que distribuem a água, evitar vazamentos e tantas outras coisas que estão ao nosso alcance. Não precisamos esperar grandes atos governamentais para nos movermos a favor desse bem essencial à nossa vida.
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos da Água, ela é seiva do nosso planeta e condição essencial da vida na terra. Confira os artigos:
Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.
Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.
Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.
Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.
Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.
Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.
Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.
Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.
Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.



quarta-feira, 21 de março de 2012


Brasil deve ganhar três novas áreas de proteção ambiental.
O país vai ganhar mais três áreas de proteção ambiental: duas na Bahia e uma em Santa Catarina. Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, os estudos já estão em fase de conclusão.
“Nós temos 21 unidades de conservação em estudo, das quais 18 dependo da aprovação dos governos estaduais. Três estão liberadas agora, depois de toda uma negociação. No estado da Bahia [duas] e no estado de Santa Catarina. [Estão politicamente negociadas] e tecnicamente construídas solidamente. Elas estão prontas para a proposta de discussão de criação”, disse a ministra.
A ministra ressaltou porém que não basta criar oficialmente uma unidade de conservação. Ela defendeu um planejamento prévio levando em conta a ocupação das terras. “A orientação é criar unidades de conservação que possam convergir com as populações no seu entorno, para que elas possam proteger as unidades e viver sem conflitos.”
A ministra enfatizou que já existe um passivo bilionário, desde o século passado, de regularização fundiária no país. “O número mais conservador é R$ 20 bilhões. Porque se criam as unidades de conservação e ignoram que ali é uma propriedade privada e que tem de se indenizar as pessoas. Fizemos o levantamento e vamos propor um diálogo com o governo de como podemos avançar na regularização.”


terça-feira, 20 de março de 2012


Artistas utilizam bicicletas antigas como instrumentos decorativos.
Além de ser um excelente meio de transporte, a bike também pode ser usada como um instrumento de decoração. As magrelas inspiraram o designer norte-americano Benjamin Bullins a inovar na criação de ambientes, como um banheiro vintage em que a bicicleta foi utilizada como suporte para a pia.
O ideal é que as bicicletas estejam nas ruas, mas aproveitar um modelo antigo e fora de uso também é uma opção bastante sustentável e ideal para alegrar a casa dos amantes de bikes.
A criação é simples e Bullings utilizou apenas uma bicicleta antiga, uma bancada de madeira feita à mão e uma pia, sobreposta à mobília. O interessante do trabalho é que com o restante da decoração sendo no estilo vintage a bike realmente parece fazer parte do ambiente. Além disso, a cesta acoplada à bicicleta serve como uma opção para guardar toalhas e outros itens de banheiro.
O designer Andy Gregg, fundador da Bike Furniture Design, também é um exemplo de como as bicicletas podem ganhar outras utilidades. O estúdio transforma as peças das bikes em diferentes tipos de mobílias contemporâneas.
Nos jardins…
Além de servir para decorar os ambientes internos, as bikes que estão fora de uso podem ser revitalizadas para deixarem o jardim mais animado. Existem diversas sugestões de pinturas e utilidade. Em geral, basta acoplar pequenos vasos de plantas nas bikes. Isso já é suficiente para transformar a paisagem.


quinta-feira, 15 de março de 2012

Designer cria vaso para decorar bicicletas.
É comum que as pessoas que gostam de bike também sejam amantes da natureza. Pensando nisso, a designer norte-americana Colleen Jordan criou pequenos vasos portáteis que permitem que os ciclistas possam acoplar os vasos de planta em suas bicicletas.
O plantador, como a criação foi apelidada pela designer, é feito em nylon e o seu formato, parcialmente arredondado é perfeito para ser encaixado no quadro da bike. As opções de cores variam, para que o usuário tenha a chance de enfeitar a bicicleta da maneira que preferir.
Os pequenos vasos, no entanto, são uniformes em tamanho,tendo 5,75 centímetros de altura; 3,5 centímetros de largura e 1,5 de profundidade. O conteúdo plantado vai ser de total escolha de quer usar, mas a sugestão é que sejam plantas pequenas.
Além da opção para bike, Colleen foi ainda mais longe e adaptou os vasinhos até mesmo para colares. Eles fazem a vez dos pingentes e podem ser carregados para todos os lugares.
Os pequenos plantadores estão disponíveis na internet, através do site de compras Etsy, por US$ 45 e US$ 40, respectivamente. Além disso, a designer se coloca a disposição para esclarecer dúvidas e indicar os melhores plantios.



quarta-feira, 14 de março de 2012

Bicicletário vertical incentiva ciclistas e ocupa menos espaço nas ruas.

O discurso de incentivo ao uso de bicicleta como meio de transporte está cada vez mais presente em cidades do mundo inteiro, mas, entre outros problemas, faltam locais seguros para estacionar as magrelas nas ruas. O que leva a outra questão: com cidades cada vez mais “abarrotadas” de pessoas, carros e edifícios, onde encontrar espaço para construir bicicletários?
Designers do estúdio Manifesto Architecture*, em Nova York, pensaram em uma solução para o problema: o Bike Hanger, um estacionamento vertical para magrelas, que mais parece uma roda gigante. Com capacidade para guardar entre 15 e 36 bikes, dependendo de sua altura, o bicicletário foi projetado para ser construído, basicamente, com garrafas plásticas e aço inoxidável reciclados, na lateral das edificações.
Para quem está se perguntando como os ciclistas fariam para pendurar as bikes no alto da “roda gigante”, a gente explica: na base do bicicletário, há uma magrela fixa que, quando pedalada, movimenta a estrutura. Logo, quem quiser guardar a bike no Bike Hanger tem que deixar a preguiça de lado e pedalar até um cabide livre chegar a parte inferior do bicicletário.
Por enquanto, o Bike Hanger é, apenas, um protótipo. Você acha que ele tem potencial para virar realidade nas cidades de todo o mundo? 

Fonte: Super Abril


quinta-feira, 1 de março de 2012

Governo divulga projeto de turismo sustentável "Passaporte Verde".

O projeto global Passaporte Verde, coordenado no Brasil pelo Ministério do Meio Ambiente, prepara-se para lançar, em junho, uma campanha nacional, abrangendo outros municípios além de Paraty, localizado na Costa Verde do estado do Rio de Janeiro. A cidade fluminense foi escolhida em 2009 como destino piloto da campanha mundial, pela riqueza do seu patrimônio histórico, natural e cultural.

A informação foi dada à Agência Brasil pelo gerente de Projetos do ministério e coordenador da campanha Passaporte Verde no país, Allan Milhomens. A campanha internacional visa estimular o turista a ser mais responsável e consumir de forma consciente, procurando reduzir os impactos negativos do seu comportamento sobre o meio ambiente nos destinos que visita.

No Brasil, a estratégia está sendo desenvolvida em parceria com o Ministério do Turismo. Uma das ações previstas é a criação de mídias para televisão e rádio e de um site, que será colocado no ar somente em junho.

A campanha nacional Passaporte Verde deverá ter foco em municípios específicos, que serão escolhidos pelos dois ministérios. Allan Milhomens adiantou que, por causa da Copa do Mundo de 2014, é provável que sejam priorizadas, em um primeiro momento, as 12 cidades-sede do evento.

“Há um grande interesse, dentro das iniciativas que estão sendo desenvolvidas para a 'Copa Verde', de incluir o Passaporte Verde como uma das agendas a serem implementadas com o objetivo de ter uma Copa mais sustentável”.

Milhomens revelou que embora o Brasil tenha dado iniciado a campanha global, com apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), outros países avançaram mais rapidamente e definiram suas campanhas nacionais, antes da brasileira. Entre eles, citou a Costa Rica e a África do Sul. “Nós precisamos acelerar realmente isso”.

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Por um carnaval mais sustentável.

Feriados extensos são sinônimo de viagens, excesso de carros nas estradas, consumo de combustível, gasto com eletricidade, bebidas, entre outros itens. O carnaval é um período de diversão, que acaba resultando em uma quantidade imensa de resíduos e impactos locais e ambientais. 
Porém, existem maneiras alternativas de reduzir os impactos causados durante o período de festas. Por exemplo, se a opção for um carnaval longe dos foliões o feriado pode ser um bom momento para fazer passeios simples, como caminhadas, visitas a museus, centros culturais e parques. Estas atividades são gratuitas e oferecem cultura e contato com o meio ambiente. 
Se o objetivo é sair fantasiado, uma opção é reaproveitar a fantasia do outro ano, trocando entre os amigos ou customizando a velha. Uma importante observação é que antes de viajar, os aparelhos eletrônicos sejam retirados da tomada ao sair de casa, pois o modo “stand-by” consome energia mesmo estando desligado. 
Ao cair na estrada, prefira transportes com menor consumo de combustível fóssil ou ônibus. Na cidade destino faça passeios e atividades a pé ou de bicicleta, curta o ar livre e evite engarrafamentos desnecessários para ir ao centro, à praia ou a locais próximos. 
Respeite os costumes dos lugares visitados, prestigie a cultura e a economia local e minimize ao máximo os impactos ambientais de sua viagem. Para isso produza menos lixo e evite o desperdício. Geralmente quando as pessoas viajam de carro, acabam comprando comida em sua própria cidade pela facilidade e custo. Mas esta forma de consumo sai mais cara para o meio ambiente e para a cidade visitada.
Jogue o lixo exclusivamente no lixo. Detritos lançados nas ruas entopem bueiros, aumentam o número de enchentes, principalmente com as chuvas de verão que são intensas, e consequentemente aumentam o risco de contaminação e proliferação de doenças. Detritos lançados na estrada aumentam o risco de acidentes além de agredir o meio ambiente e colocar em risco também os animais. 
Cidades turísticas, nessas épocas de grande procura, acabam sofrendo com problemas de abastecimento de água em função do aumento do consumo, então a sugestão é diminuir o tempo de banho e desligar o chuveiro na hora de se ensaboar. Você pode também praticar, disseminar essas ideias e incentivar a consciência ambiental. Oriente e dê exemplos, quando tiver oportunidade.
Beba bastante água, consuma bebidas alcoólicas e alimentos com moderação e evite acidentes. Proteja sua saúde e a integridade física de todos e contribua para que esta época seja sempre de paz e alegria favorecendo o equilíbrio do planeta.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ibama é criticado por aumentar em 32% o número de licenças ambientais.
Em 2011, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) emitiu 624 licenças ambientais para empreendimentos com grande potencial de poluição ou degradação. Este número mostra que as concessões aumentaram em 32%, em relação ao ano anterior.  
Para a diretora de Licenciamento Ambiental do Ibama, Gisela Forattini, o aumento de projetos é o reflexo do desenvolvimento do país. "O Brasil está se desenvolvendo, precisa de infraestrutura e muitos projetos estão chegando para nós. Mas, a gente precisa desenvolver esse país com sustentabilidade. E as licenças emitidas são robustas", afirmou em declaração ao DW Brasil.
A organização de defesa do meio ambiente WWF critica a atuação do órgão em meios aos interesses econômicos e políticos. "Para ganhar tempo e evitar problemas, as consultas [junto às comunidades atingidas pelos projetos que buscam licenciamento] são muito econômicas. São poucas e muito rápidas, é um monólogo e não um diálogo. Principalmente quando o projeto tem muito interesse político", critica Pedro Bara, da WWF.
Para o procurador Ubiratan Cazetta, do Ministério Público do Pará, o Ibama cede às pressões dos grandes empreendimentos. "O órgão continua tendo uma estrutura suscetível à pressão, principalmente nas obras de infraestrutura. Isso faz com que algumas exigências, que deveriam ser feitas, acabem não ocorrendo, ou sejam postergadas", diz.
A maior polêmica atualmente é o licenciamento ambiental concedido à usina de Belo Monte, no rio Xingu. Devido às contradições e impasses, o Ministério Público do Pará move 11 processos contra o empreendimento e ainda critica a maneira como as autorizações foram concedidas.
Para Bara, do WWF, falta visão estratégica na hora de emitir as licenças. "Muitos projetos complicados, de mineração e hidrelétrica, estão na Amazônia. Não se olha para a região como um todo para se decidir onde se pode mexer e onde não se deve mexer. Os projetos são aprovados individualmente, um a um, conforme eles vão chegando. O impacto cumulativo desses projetos na região não é visto".
Todos os estudos ambientais avaliados como inadequados e devolvidos ao empreendedor passaram a ser publicados no Diário Oficial. A informação é que em 2011 foram dez reprovações. Sempre há estudos e pesquisas que são acusadas de serem pagas por interesses corporativos, portanto sem credibilidade.
Em 2011, houve 539 questionamentos judiciais. São ações movidas por órgãos como Ministério da Justiça, Tribunal de Contas da União e Advocacia Geral da União. Mesmo assim, de acordo com o Instituto, nenhuma licença concedida foi suspensa.
Fonte: Nádia Pontes do DW Brasil.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012


Carro movido a energia solar inicia 3ª etapa de sua volta ao mundo.

O carro de corrida SolarWorld GT, construído por estudantes da Universidade de Bochum, na Alemanha, iniciou a terceira etapa de sua volta ao mundo. O automóvel elétrico, equipado com painéis fotovoltaicos, deve percorrer sete mil quilômetros em território norte-americano, de maneira totalmente limpa.
A viagem, chamada de Volta ao Mundo, inclui 29.251 quilômetros dos cinco continentes, percorridos em apenas 355 dias. Assim os jovens criadores do carro e do projeto pretendem entrar para o Guiness, Livro dos Recordes, com a distância mais longa percorrida em um carro solar.
Em sua primeira expedição, realizada ainda em 2011, o Solar World GT andou quase cinco mil quilômetros na Austrália e Nova Zelândia. Nos Estados Unidos, o objetivo é concluir o trajeto de sete mil quilômetros, da costa leste ao oeste, em apenas 49 dias. Depois disso os desafios serão a Europa e Eurásia.
O carro é uma espécie de prévia do futuro, com espaço para carregar dois ocupantes e design bastante diferente dos modelos tradicionais. Mesmo sendo movido pela energia do sol, a potência das placas instaladas no teto é de 823 watts, que permitem ao automóvel alcançar velocidade máxima de 100 km/h, com emissão zero.
Conforme publicado no site do projeto, os estudantes crêem que este trabalho faça parte de uma missão “capaz de despertar o interesse em energias renováveis e em todo o potencial que elas têm”. Além disso, a equipe se vê como um grupo de embaixadores para a mobilidade sustentável.