terça-feira, 27 de dezembro de 2011

IPVA reduzido para carros que causarem menos poluição.

O secretário de Estado de Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, anunciou em coletiva à imprensa, na última segunda-feira (26), a criação da Nota Verde para os veículos novos mais eficientes no controle da emissão de gases.

Com a medida, o carro poderá ter desconto no IPVA. Segundo Minc, o benefício entrará em vigor em 2013. De acordo com o portal G1, o secretário confirmou que o governador Sérgio Cabral já autorizou a Nota Verde.
Minc anunciou também que a partir de 1º de janeiro, os carros que estiverem emitindo grandes volumes de gases poluente pelas ruas do Rio de Janeiro serão tirados de circulação. O motorista terá 30 dias para enquadrem seus veículos às normas de emissão de gases poluentes, antes de sofrerem a punição definitiva.

De acordo com o presidente do Detran-RJ, Fernando Avelino, no primeiro momento, a ação será aplicada apenas aos quase 50 mil veículos considerados mais poluidores – equivalente a cerca de 10% da frota fluminense de 400 mil veículos com índices de poluição considerados reprovados pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

A presidente do Inea, Marilene Ramos, explicou que, até 2016, a meta é tirar de circulação 100% dos carros poluidores. "Isto é uma evolução. Autoridades do Espírito Santo e do Distrito Federal já entraram em contato para conhecer nosso sistema".

Com 5 milhões de veículos automotores licenciados em 2010, o Estado do Rio de Janeiro vem registrando uma elevação de 225 mil veículos por ano em sua frota nos últimos dez anos. São cerca de 1,8 bilhão de toneladas de monóxido de carbono emitidas para a atmosfera todos os anos. Informações do Governo do Rio de Janeiro, da Agência Brasil e do G1.



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011


Skate sustentável chega ao Brasil.

Usar o skate para o lazer e como meio de transporte é demonstrar consciência em relação aos cuidados com o meio ambiente. E, para conseguir atender o público que busca uma atitude sustentável também no consumo, a Legends Skateboards traz para o Brasil a linha de shapes da BambooSK8, uma marca de skates de alta qualidade, cujos modelos são fabricados com bambu sustentável retirado de florestas renováveis.

O bambu é considerado um material essencial para a sustentabilidade. Os motivos que o tornam tão importantes vão desde a sua resistência e baixos preços, até a sua importante contribuição ambiental, por sequestrar altas taxas de carbono.

Nas pesquisas para o desenvolvimento do shape mais adequado quanto à resistência, durabilidade, leveza e “pop”, a BambooSK8 obteve melhor resultado com um shape híbrido, com 70% de bambu e 30% de maple, obtendo assim um compromisso entre sustentabilidade e desempenho.

Além do shape, a cola utilizada na fabricação dos skates é a base de água, eliminando a emissão de gases na atmosfera. Os restos de bambu gerados na fabricação dos shapes são utilizados para a fabricação de outros produtos, reduzindo o despejo de lixo nos aterros sanitários.

Os oito modelos da linha BambooSK8 estão à venda na Legends Skateboards com preços à partir de R$ 350,00.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011


Maior floresta vertical do mundo.

Duas torres residenciais, sustentáveis e inovadoras estão em construção em Milão, Itália. Com 110 e 76 metros de altura, o Bosco Verticale, ou bosque vertical, é um projeto único. O que define e diferencia a torre de Milão é que será a primeira floresta vertical do mundo, com cada apartamento com uma varanda com árvores plantadas. No verão, as árvores irão sombrear as janelas e filtrar a poeira da cidade, no inverno, o sol irá brilhar através dos ramos nus.
Os dois prédios serão cobertos por um sistema que otimiza, recupera e produz energia, ao mesmo tempo que filtra a poluição do ar.
O projeto está em fase de construção no bairro de Isola e tem por objetivo fazer frente ao crescimento urbano e à ausência da natureza na cidade. As torres terão sistemas de energia eólica e fotovoltaica para aumentar o grau de autossuficiência energética e a irrigação será feita pelo reaproveitamento da água cinzenta produzida pelo edifício.
"É um projeto de reflorestação metropolitana, que contribui para a regeneração do ambiente e biodiversidade urbana sem a implicação de expandir a cidade sobre o território. Ao longo dos edifícios vão existir 900 árvores, juntamente com outros tipos de vegetação e plantas, que vão ajudar à criação de um microclima e a filtrar as partículas contaminadas do ar. A diversidade de plantas e as suas características produzem umidade, absorvem CO2 e as partículas sujas, produzindo, assim, oxigênio e protegendo da radiação e da poluição acústica, promovendo a melhoria da qualidade de vida e o armazenamento de energia", explica Stefano Boeri, arquiteto responsável pelo projeto.
Boeri argumenta que esta é uma resposta necessária à expansão da cidade moderna. O Bosco Verticale é o primeiro elemento na proposta BioMilano, em que um cinturão verde será criado ao redor da cidade e 60 fazendas abandonadas na periferia serão restauradas para uso da comunidade.



terça-feira, 6 de dezembro de 2011


            Brasileiros exigem transparência do governo para melhor desempenho ambiental.

Em setembro, oito governos se reuniram em Nova York para o lançamento do Open Government Partnership (OGP), uma nova iniciativa multilateral para fortalecer a transparência, a participação cidadã, responsabilidade e compartilhamento de novas tecnologias e inovação. Os governos, brasileiro e dos EUA, levaram a iniciativa como membros fundadores. O trabalho envolve também os governos da Indonésia, México, Noruega, Filipinas, África do Sul, e no Reino Unido.
Para aderir a este clube, os governos devem se comprometer com a transparência fiscal através de publicações oportunas dos documentos orçamentários e um sistema de orçamento aberto, uma lei sobre acesso à informação, as regras para a divulgação pública de rendimentos e bens dos funcionários eleitos e oficiais, e a participação dos cidadãos e engajamento em formulação de políticas e proteção da liberdade civil. Outros 22 países já aderiram à parceria, elevando o total de nações participantes para 36.
Como co-presidente, o Brasil deve assumir compromissos fortes para fortalecer a transparência e a participação da sociedade civil. Na reunião de julho da OGP 12, a secretária de Estado Hillary Clinton elogiou a liderança do Brasil na iniciativa, e destacou que o Brasil "tem sido um líder na criação de métodos inovadores para tornar a obra de seu governo mais aberto e acessível a seu povo". No entanto, o Brasil ainda não foi bem sucedido em passar uma lei de acesso à informação e que o país tem muito a fazer para assegurar maior transparência. Um país onde o crescimento econômico sustentável depende da proteção e cuidado do meio ambiente poderia ajudar esses compromissos a melhorar o desempenho ambiental do Brasil?
O rápido crescimento econômico do país trouxe inúmeros desafios da sustentabilidade e as organizações locais da sociedade civil criticaram o governo por sua busca por grandes projetos de infraestrutura na Amazônia. Projetos de alto perfil, como a Usina de Monte Belo, tem falta de transparência no processo de licenciamento ambiental, especificamente no que diz respeito à informação sobre como os impactos foram avaliados e sobre as medidas de mitigação a ser implementadas. Além disso, o novo Código Florestal, em discussão no Congresso, pode enfraquecer a proteção contra o desmatamento se a consulta com a sociedade civil e os biólogos não tiver lugar no processo de alteração do Código.
O bom governo é crucial para a proteção ambiental. Quando as pessoas têm acesso a informações sobre o ambiente (e sobre as mudanças para o ambiente), eles podem tomar melhores decisões sobre como se manter saudável, onde encontrar comida e água, e como ganhar a vida. Além disso, o engajamento com a sociedade civil durante o processo de tomada de decisão melhora a proteção ambiental, permitindo que os governos tomem melhores decisões sobre como usar os recursos naturais e mitigar os impactos prejudiciais.
A iniciativa Access do World Resources Institute, uma rede de organizações da sociedade civil que trabalham sobre a democracia ambiental, organizou a campanha Three Demands, em que os países fazem exigências de seus respectivos governos para compromissos na Rio +20, em 2012. Com base na demanda da Coalizão da Sociedade Civil brasileira, aqui estão alguns passos para o Brasil melhorar seu desempenho ambiental através do bom governo. Algumas dessas ações já começaram sob a OGP: incentivar a participação da sociedade civil na tomada de decisões de processos que possam impactar o meio ambiente; responder às preocupações sobre os investimentos do Banco de Desenvolvimento brasileiro e dar acesso ao direito de informação e informação ambiental disponível online. Este artigo foi escrito por Catarina Freitas, do Programa Instituições e Governança do WRI.