terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Por um carnaval mais sustentável.

Feriados extensos são sinônimo de viagens, excesso de carros nas estradas, consumo de combustível, gasto com eletricidade, bebidas, entre outros itens. O carnaval é um período de diversão, que acaba resultando em uma quantidade imensa de resíduos e impactos locais e ambientais. 
Porém, existem maneiras alternativas de reduzir os impactos causados durante o período de festas. Por exemplo, se a opção for um carnaval longe dos foliões o feriado pode ser um bom momento para fazer passeios simples, como caminhadas, visitas a museus, centros culturais e parques. Estas atividades são gratuitas e oferecem cultura e contato com o meio ambiente. 
Se o objetivo é sair fantasiado, uma opção é reaproveitar a fantasia do outro ano, trocando entre os amigos ou customizando a velha. Uma importante observação é que antes de viajar, os aparelhos eletrônicos sejam retirados da tomada ao sair de casa, pois o modo “stand-by” consome energia mesmo estando desligado. 
Ao cair na estrada, prefira transportes com menor consumo de combustível fóssil ou ônibus. Na cidade destino faça passeios e atividades a pé ou de bicicleta, curta o ar livre e evite engarrafamentos desnecessários para ir ao centro, à praia ou a locais próximos. 
Respeite os costumes dos lugares visitados, prestigie a cultura e a economia local e minimize ao máximo os impactos ambientais de sua viagem. Para isso produza menos lixo e evite o desperdício. Geralmente quando as pessoas viajam de carro, acabam comprando comida em sua própria cidade pela facilidade e custo. Mas esta forma de consumo sai mais cara para o meio ambiente e para a cidade visitada.
Jogue o lixo exclusivamente no lixo. Detritos lançados nas ruas entopem bueiros, aumentam o número de enchentes, principalmente com as chuvas de verão que são intensas, e consequentemente aumentam o risco de contaminação e proliferação de doenças. Detritos lançados na estrada aumentam o risco de acidentes além de agredir o meio ambiente e colocar em risco também os animais. 
Cidades turísticas, nessas épocas de grande procura, acabam sofrendo com problemas de abastecimento de água em função do aumento do consumo, então a sugestão é diminuir o tempo de banho e desligar o chuveiro na hora de se ensaboar. Você pode também praticar, disseminar essas ideias e incentivar a consciência ambiental. Oriente e dê exemplos, quando tiver oportunidade.
Beba bastante água, consuma bebidas alcoólicas e alimentos com moderação e evite acidentes. Proteja sua saúde e a integridade física de todos e contribua para que esta época seja sempre de paz e alegria favorecendo o equilíbrio do planeta.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ibama é criticado por aumentar em 32% o número de licenças ambientais.
Em 2011, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) emitiu 624 licenças ambientais para empreendimentos com grande potencial de poluição ou degradação. Este número mostra que as concessões aumentaram em 32%, em relação ao ano anterior.  
Para a diretora de Licenciamento Ambiental do Ibama, Gisela Forattini, o aumento de projetos é o reflexo do desenvolvimento do país. "O Brasil está se desenvolvendo, precisa de infraestrutura e muitos projetos estão chegando para nós. Mas, a gente precisa desenvolver esse país com sustentabilidade. E as licenças emitidas são robustas", afirmou em declaração ao DW Brasil.
A organização de defesa do meio ambiente WWF critica a atuação do órgão em meios aos interesses econômicos e políticos. "Para ganhar tempo e evitar problemas, as consultas [junto às comunidades atingidas pelos projetos que buscam licenciamento] são muito econômicas. São poucas e muito rápidas, é um monólogo e não um diálogo. Principalmente quando o projeto tem muito interesse político", critica Pedro Bara, da WWF.
Para o procurador Ubiratan Cazetta, do Ministério Público do Pará, o Ibama cede às pressões dos grandes empreendimentos. "O órgão continua tendo uma estrutura suscetível à pressão, principalmente nas obras de infraestrutura. Isso faz com que algumas exigências, que deveriam ser feitas, acabem não ocorrendo, ou sejam postergadas", diz.
A maior polêmica atualmente é o licenciamento ambiental concedido à usina de Belo Monte, no rio Xingu. Devido às contradições e impasses, o Ministério Público do Pará move 11 processos contra o empreendimento e ainda critica a maneira como as autorizações foram concedidas.
Para Bara, do WWF, falta visão estratégica na hora de emitir as licenças. "Muitos projetos complicados, de mineração e hidrelétrica, estão na Amazônia. Não se olha para a região como um todo para se decidir onde se pode mexer e onde não se deve mexer. Os projetos são aprovados individualmente, um a um, conforme eles vão chegando. O impacto cumulativo desses projetos na região não é visto".
Todos os estudos ambientais avaliados como inadequados e devolvidos ao empreendedor passaram a ser publicados no Diário Oficial. A informação é que em 2011 foram dez reprovações. Sempre há estudos e pesquisas que são acusadas de serem pagas por interesses corporativos, portanto sem credibilidade.
Em 2011, houve 539 questionamentos judiciais. São ações movidas por órgãos como Ministério da Justiça, Tribunal de Contas da União e Advocacia Geral da União. Mesmo assim, de acordo com o Instituto, nenhuma licença concedida foi suspensa.
Fonte: Nádia Pontes do DW Brasil.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012


Carro movido a energia solar inicia 3ª etapa de sua volta ao mundo.

O carro de corrida SolarWorld GT, construído por estudantes da Universidade de Bochum, na Alemanha, iniciou a terceira etapa de sua volta ao mundo. O automóvel elétrico, equipado com painéis fotovoltaicos, deve percorrer sete mil quilômetros em território norte-americano, de maneira totalmente limpa.
A viagem, chamada de Volta ao Mundo, inclui 29.251 quilômetros dos cinco continentes, percorridos em apenas 355 dias. Assim os jovens criadores do carro e do projeto pretendem entrar para o Guiness, Livro dos Recordes, com a distância mais longa percorrida em um carro solar.
Em sua primeira expedição, realizada ainda em 2011, o Solar World GT andou quase cinco mil quilômetros na Austrália e Nova Zelândia. Nos Estados Unidos, o objetivo é concluir o trajeto de sete mil quilômetros, da costa leste ao oeste, em apenas 49 dias. Depois disso os desafios serão a Europa e Eurásia.
O carro é uma espécie de prévia do futuro, com espaço para carregar dois ocupantes e design bastante diferente dos modelos tradicionais. Mesmo sendo movido pela energia do sol, a potência das placas instaladas no teto é de 823 watts, que permitem ao automóvel alcançar velocidade máxima de 100 km/h, com emissão zero.
Conforme publicado no site do projeto, os estudantes crêem que este trabalho faça parte de uma missão “capaz de despertar o interesse em energias renováveis e em todo o potencial que elas têm”. Além disso, a equipe se vê como um grupo de embaixadores para a mobilidade sustentável.