quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Festival Rock in Rio aposta em iniciativas sustentáveis.

Transformar o mundo em um lugar melhor é um dos valores apresentados pela marca Rock in Rio. Desde o ano 2001 este evento vem apresentando ações que tragam benefícios para a comunidade global. Nas edições anteriores do Brasil, Espanha e Portugal o foco era voltado para a responsabilidade social e agora, em 2011, o escopo foi ampliado para a gestão de resíduos gerados antes, durante e depois do evento.

Além disso, uma outra novidade é a chegada de mais um selo verde no Brasil, o 100R, que foi trazido da Europa pelo Rock in Rio. Esta certificação foi criada pela instituição portuguesa Sociedade Ponto Verde, que é parceira do eventos desde 2006, ano em que a preocupação com a compensação de carbono passou a fazer parte da agenda do festival. No Brasil a organização será responsável por treinar profissionais que fiscalizarão se as medidas exigidas pelo selo estão sendo compridas ou não.

O desafio para os organizadores é envolver fornecedores e parceiros, responsáveis pela maioria das emissões de carbono. “O plano de sustentabilidade do Rock in Rio fez parte da internacionalização do festival. Em Portugal, no ano de 2006, não tínhamos ainda a experiência para mensurar o impacto da produção dos resíduos do evento. Já na edição de 2008, pudemos avaliar os resultados, criar um manual de boas práticas e traçar um plano estratégico neste sentido”, explica a Vice Presidente do Rock in Rio, Roberta Medina.

Incentivos para parceiros

Para alcançar a meta estabelecida de dar o destino correto a 100% dos resíduos, os parceiros e fornecedores concorrem ao prêmio “Atitude Sustentável Rock in Rio”. Cada restaurante, ponto de venda e lojista que se destacar na sua categoria, promovendo a coleta seletiva e reduzindo ao máximo a produção de detritos receberá uma homenagem no palco Mundo após o encerramento do evento.

A premiação foi criada em 2010, em Portugal, quando o festival conseguiu reciclar 48% dos detritos, superando o resultado de 3% alcançado em 2006. Há uma preocupação muito grande com a limpeza também antes e após o festival. “Segundo uma pesquisa que realizamos, apenas 30% dos resíduos são gerados durante os shows. Os outros 70% fazem parte do monte e desmonte das estruturas de apoio”, diz Roberta Medina, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Buscando envolver também a comunidade em sua empreitada sustentável, o Rock in Rio conta ainda com a parceria da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), do Rio de Janeiro. O material reciclável recolhido será enviado para a cooperativa de catadores Barracoop, gerando renda para estes profissionais.

Incorporando a sustentabilidade

Outra preocupação da organização do Rock in Rio é como educar os consumidores a realizarem o descarte correto de resíduos e embalagens. A Cidade do Rock contará com 600 contêineres com cores diferentes para estimular a separação entre lixo orgânico e reciclável. Após o fim do evento, os recipientes serão distribuídos para comunidades cariocas que possuam Unidades de Polícia Pacificadora.

As atenções também estão voltadas para as guimbas de cigarro. Em parceria com o movimento “Rio eu amo, eu cuido”, a organização do Rock in Rio distribuirá 10 mil porta-guimba personalizadas para os fumantes. A ação contará ainda com a participação de 10 mímicos, que promoverão atividades conscientizando os presentes a não abandonarem as sobras de cigarro no chão.

Dando continuidade à meta de reciclar 100% dos resíduos e como parte do apoio ao social, o lixo orgânico também será reaproveitado. Os detritos serão transformados em biomassa e enviados para substituir o combustível fóssil em duas fábricas de cerâmica do interior do estado do Rio de Janeiro, nas cidades de Três Rios e Itaboraí.

A própria estrutura do festival apoiará o plano de sustentabilidade. Ao todo, serão utilizados oito mil metros de lonas confeccionadas com fibras de garrafas pet, que também poderão ser reaproveitadas. Já a grama que recobre o parque olímpico da Cidade do Rock é sintética, com o objetivo de reduzir o consumo de água, proveniente de uma estação de reuso no bairro carioca da Penha.




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